Bloody Rose

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 Yuki and Zero Bloody World

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Kuran Princess
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MensagemAssunto: Re: Yuki and Zero Bloody World   Ter Mar 10, 2009 12:09 am

Nos últimos capítulos...


“-Me... Desculpe... Esqueça Yuuki...”
...
“... O Zero... eu nunca pensei que... O que o Zero é para mim? ...
...
“-Não precisa se preocupar, ele nunca vai te trair"
...
"Quero...beber..."
...
“E eu, que pensei que todas as minhas preocupações se resumiam a um beijo."
...
"VOCÊ É IRMÃ DE KANAME KURAN?"
...
"Eu tentei te explicar.."
...
"Mas estou tranqüilo, sei que você não se atreveria a trai-la! Foi até boa a sua visitinha, assim conheceu aquele que deverá destruir"
...
Do I love...A Pure Blood?

"Cale a boca! Eu não a usaria só para conseguir o seu sangue..."
...
”O Zero... ele vai me odiar... ele me odeia...”
...
”Ele nunca irá traí-la.”
...
“Então meu papel é conseguir o sangue, não é?”
...
“Talvez você já saiba, meu irmãozinho...querendo ou não...aquela garota nunca vai sair da sua mente...”




Capítulo 10 – A Flauta






Na calada da noite, o campus do colégio Cross já estava praticamente vazio...muitos alunos já tinham saído para as inesperadas férias. Entre o alojamento da noite e do dia vinha uma garota de cabelos compridos andando, com o rosto meio amassado de tantas lágrimas que há pouco tempo foram derramadas. Agora estava mais tranqüila, e vinha caminhando, sem rumo. Refletia sobre seu estado atual e o que deveria fazer quanto a ele. A velocidade dos acontecimentos fora tão grande nos últimos dias que mal tivera tempo para pensar direito sobre eles. Mas agora poderia processar, enquanto andava vagarosamente.

Há mais ou menos duas semanas atrás, era uma garota super normal (a exceção de desconhecer seu passado), monitora do colégio, onde tinha várias amigas. Era uma das poucas a saber o segredo da Night Class, onde estudava o garoto que salvara sua vida aos 5 anos, pelo qual era apaixonada.Vivia com um órfão caçador em que, embora não de sangue, o considerava seu irmão.

Sua vida mudou completa e recentemente quando Shizuka, que deixou Zero órfão, reapareceu, trazendo consigo seu irmão gêmeo, e confundindo a cabeça de zero a ponto querer morrer se conseguisse mata-la. Conseguiu, e não morreu, porém lhe deixou confuso, e foi a partir daí que a história da garota começou a mudar.

Zero, seu irmão de criação, seu grande amigo, a beijou. Isso lhe deixou profundamente confusa, por nunca ter olhado daquela maneira o garoto. Para complicar ainda mais, fora buscar consolo com Kaname, o garoto que era apaixonada. Voltou a sua verdadeira forma, recuperou suas memórias, e descobriu que o garoto que tanto amava era o tempo todo seu próprio irmão! Que ironia... Parecia que os dois garotos da sua vida trocaram de “papel”.

Piorando a situação, Zero ficou decepcionado... Provavelmente a odiava agora... Era uma pena, mal tivera tempo de saber o que sentia em relação a ele (como irmão ou como amor), e já tinha seu ódio eterno. Sem contar que agora tinha um tio psicopata querendo matá-la...

Há pouco tempo, fugira do alojamento do seu onii-sama, este não a entendia, e embora o amasse do fundo do coração, não queria estar perto dele no momento, queria estar só. Estava refletindo esse tempo todo no campus do colégio, mas agora tinha que fazer alguma coisa, queria falar com ele... Pedir desculpas, poder voltar a ser ao menos sua amiga...

Estava tanto tempo perdida nos pensamentos que nem percebeu que o colégio estava tão vazio... Provavelmente seu pai tinha cancelado as aulas, visto a confusão no colégio... Uma lágrima lhe cai dos olhos ao lembrar do pai... Não só do pai, mas de toda vida que tinha antes, que embora tão recente, parecia-lha tão distante... Lembrou-se de sua amiga Yori-chan, será que ela a aceitaria por ser uma vampira? Deveria conta-la...somente assim poderia saber... Decidiu então caminhar em direção ao alojamento do sol, provavelmente ela ainda estaria lá esperando preocupada por Yuuki antes de sair para as férias.

Enquanto andava, ouvia um lindo som de flauta, muito fraco o som, provavelmente só estava ouvindo-o porque era vampira. Continuou a andar mesmo sem saber de onde vinha o som. Avistando de longe o alojamento, viu Yori-chan no portão. Caiu-lhe uma lágrima. Ela realmente esperou por yuuki para saber o que estava acontecendo. Tinha uma ótima amiga. Foi andando até chegar lá. Pensava em como falaria com a amiga, era melhor não mostrar que estivera chorando há pouco. Talvez o melhor a fazer seria falar com ela no seu jeito natural, alegre.

Quando finalmente chegou lá, pulou em cima da amiga dando um abraço animado, como antigamente sempre fazia...

- Yori-chan!!^^

-Oi...- Disse-lhe indiferentemente. Nem retribuiu ao abraço. Yuuki então notando esse comportamento estranho da amiga, se afastou um pouco.

-Yori-chan, você está bem? Está com raiva de mim?-hesitou um pouco. Antes de criar confusão era melhor dizer logo. Podia confiar nela.- Olhe, eu sei que você é uma grande amiga minha e devo lhe confiar quem eu sou, não contei antes porque eu mesma não sabia, é que...eu sou uma vampira...

-Hum... Eu já sabia... - Disse de novo indiferentemente. Yuuki olhou-a assustadoramente..

-mas... Como...?

-Você sabe... As notícias se espalham... - Disse no mesmo tom de voz. Yuuki não quis lhe perguntar mais, não tem como as “noticias terem se espalhado”, porque so quem sabia da verdade eram kaname e os amigos dele... e o zero...Mas mesmo assim decidiu não discutir com Yori, provavelmente a amiga nem sequer tinha acreditado quando falou que era uma vampira e provavelmente estava blefando...provavelmente estava agindo assim porque estava com raiva de Yuuki de ter sumido sem dar avisos por vários dias, mas não discutiu, tinha outras coisas mais urgentes a fazer...

-Yori, sei que esta com raiva de mim, me desculpe, mas você sabe onde está o zero?

-Sei... Siga-me...

Então a seguiu. Yori nem entrou no alojamento, nem foi em direção ao alojamento da turma da noite, nem foi em direção as salas de aula, nem ao prédio do diretor. Foi em uma nova direção. Yuuki, embora morando no colégio e sendo monitora nunca viu este caminho, começou a pensar que estava saindo dos limites do colégio. Yori andava serenamente em sua frente, ate que chegaram em frente a uma floresta. Yuuki ficou preocupada, era de noite, tinham vampiros por todos os lados, não era seguro para Yori-chan. Mas por mais estranho que pareça, a garota não recuou, e entrou na floresta. Yuuki não quis argumentar com ela, se era lá que o zero estava, tinha que ir, então entrou também. Alem do mais, não tinham muitos riscos, já que era uma sangue-puro e os vampiros obedeceriam a ela, só temia de encontrar seu tio...Mas continuou, e quanto mais andava, mais forte ficava o som da flauta...
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MensagemAssunto: Re: Yuki and Zero Bloody World   Ter Mar 10, 2009 12:10 am

Estava muito escuro principalmente na floresta. Conseguia ver por ser vampira, mas Yori-chan deveria ter dificuldades! Porem caminhava tão bem como ela... A floresta era densa e um pouco difícil de passar, mas conseguiu avistar que estavam indo em direção a uma clareira...O som da flauta cada vez mais forte. Conseguia ver...na clareira...alguns túmulos..

- YORI, PARE!

-Que foi?

-Tem alguém ali. Alguém nos observando. Sinto. Ali, perto dos arbustos.

-Tem certeza?

-Vi uma coisa se mexer... Poderia jurar que vi...

Yori continuou como se não houvesse nada. Então Yuuki seguiu e finalmente chegaram na clareira. O que Yuuki pensava que eram túmulos, realmente eram túmulos. E não eram poucos. Era um verdadeiro cemitério. Tinham tantos túmulos que não dava para ver até aonde acabavam. Não sabia que tinha um cemitério no colégio Cross, se é que ainda estavam no colégio. Então começaram a andar por entre os túmulos. Estranhamente, o clima pesado do ambiente combinava com o doce som da flauta que se ouvia. Havia árvore entre algumas tumbas, e ao jugar pela aparência e abandono do cemitério, notava-se que era um bem antigo. Mas Yuuki teve a impressão de que já foi um cemitério bastante bonito e bem cuidado no passado.

Então teve a curiosidade de ver o nome das pessoas falecidas. Porem quando se aproximou de um tumulo, viu que não tinha nenhum nome escrito! Porque não tinha nome naquele túmulo? Então foi ver outro, mas também não tinha absolutamente nada!Alias, nenhum túmulo tinha nome, e isso era bastante estranho...Mas saber do porque zero estaria num lugar desses era mais importante do que saber do porque da ausência dos nomes, então continuou...

Depois de passarem por varias e varias lápides anônimas, elas chegaram à parte central. Provavelmente era das pessoas mais ricas porque o local era mais sofisticado, existiam 16 lápides feitas de ouro, no mais artístico possível a arquitetura das tumbas. Essa parte central estava separada por um cercado todo requintado das outras tumbas, onde se dizia em cima:

VIDA LONGA AOS REIS E RAINHAS KURAN



Yuuki petrificou depois dessas. Quer dizer que seus antepassados estavam enterrados ali? Entrou dentro do cercado. E dessa vez todos os túmulos tinham nomes, todos terminados em Kuran. Então se lembrou de quando seu onii-sama lhe disse, quando ainda não tinha perdido a memória, que existiram exatamente 16 reis Kuran, desde o primeiro ancestral Kuran, até seu avô, o último rei. Embora desde que a sociedade vampirica existe eram governados pelos Kurans, a existência de somente 16 era pelo fato de que, sendo sangue puros, viveram muito mais. Seus pais foram os primeiros Kurans não-reis, provavelmente não estariam ali...Mas o mais estranho era que vampiros, quando morrem , não sobram os corpos. Então porque havia um cemitério para eles?

Deixando um pouco mais a parte central, correu para alcançar Yori, que continuou a andar sem perceber que Yuuki tinha ficado para trás. Andaram até que, logo após o cemitério, avistaram um chalé acabado pelos anos e abandono. A sebe crescera livremente pela casa, o capim chegava à altura, a maior parte do chalé permanecia de pé, embora inteiramente coberta de hera escura, e o lado direito do andar superior explodira.

-O zero está aqu...?

Então se calou. Um vulto muito agasalhado capengava pelo cemitério em sua direção, era difícil ver por causa da escuridão da noite. Yuuki achou, embora fosse difícil julgar, que o vulto era uma mulher. Ela se movia com lentidão, provavelmente receosa de escorregar. Suas costas curvadas, sua corpulência, seu andar arrastado, tudo indicava uma idade muito avançada. Elas observaram sua aproximação em silencio. Por fim, parou a uns poucos metros das duas e, simplesmente, ficou ali as encarando.

Yuuki não sabia o que dizer, nem imaginava razoes para uma mulher estar andando por um cemitério abandonado. Olhou para Yori para buscar algum conselho, mas a garota parecia extremamente tranqüila. Por fim, a mulher ergueu a mão enluvada e fez sinal para que se aproximassem.

- Quem é a senhora? Sabe onde está o Zero?

O vulto agasalhado assentiu e fez um sinal para que a seguissem. Então andou em direção as garotas, passou por elas e andou na direção do chalé. Ela se atrapalhou um instante com a chave à porta, abriu-a e se afastou para deixá-las entrar.

A mulher cheirava mal, ou talvez fosse a casa, Yuuki torceu o nariz ao passar por ela. A mulher fechou a porta, então se virou e espiou o rosto de Yuuki. Seus olhos tinham cataratas e pregas fundas de pele transparente, e todo o seu rosto era riscado de pequenas veias rompidas e manchas marrons.

-yori, não me sinto muito segura. –Sussurrou

A mulher andava vacilante pela sala, ascendendo velas, mas o lugar continuava muito escuro, para não falar de sua extrema sujeira. Um lindo e assustador som pairava pelo local, o som de uma flauta, cada vez mais intenso, desta vez ele estava muito próximo, provavelmente vinha do andar de cima.

-Senhora..? – sua voz tremeu um pouco – que flauta é essa?

A mulher olhou para ela como se não tivesse entendido a pergunta. Yuuki decidiu perguntar coisas mais importantes.

-O Zero... - insistiu em um tom mais lento e alto do que o normal – A senhora sabe quem é? Onde ele está? Porque a senhora nos pediu para acompanha-la? A senhora queria nos dizer alguma coisa?

A mulher se adiantou para a garota, com um pequeno movimento de cabeça, olhou para yuuki, para si mesma e para o teto.

-Ah... Yori, acho que ela quer que subamos com ela.

A mulher fez um sinal negativo

-Eu acho que ela quer que você vá sozinha.

Então fez um sinal positivo.

-Bem, então ok, vá na frente, - disse yuuki a mulher

Ela pareceu entender, porque passou por ela e se encaminhou para a escada. Os degraus eram altos e estreitos. Devagar, arquejando um pouco, ela subiu ao primeiro andar, virou à direita e levou-a para um quarto de teto baixo. O som da flauta já estava ficando insuportável de tão alto.

Estava muito escuro e fedia horrivelmente, Yuuki levou um tempo para seus olhos de vampiro se “acionassem” para poder enxergar. Levou um susto: A mulher se aproximara naqueles segundos de escuridão, e a garota nem a ouvira.

-Você é a princesa Kuran? - sussurrou ela.

-sim, sou. – Ela assentiu lenta e solenemente. Yuuki estava surpresa, como ela sabia? Foi uma sensação desagradável e enervante.

- A senhora tem alguma coisa para mim?

Então ela fechou os olhos e abriu.

-A senhora tem alguma coisa para mim? – perguntou, pela segunda vez, mais alto.

-Aqui – sussurrou ela, apontando para um canto. Yuuki viu os contornos de uma penteadeira muito cheia sob uma janela com cortinas. Desta vez a mulher não foi à frente. Yuuki passou entre ela e a cama desfeita.

- Que é? – Indagou ao chegar a penteadeira em que havia uma pilha de alguma coisa que, pelo cheiro e aspecto., parecia roupa de cama suja.

-Ali – disse ela apontando para a massa informe.

E, no instante que ela virou a cabeça e varreu com o olhar o amontoado confuso à procura de alguma coisa familiar, a mulher fez um movimento estranho: Yuuki percebeu pelo canto do olho; O pânico fez com que se voltasse e o horror a paralisou ao ver o corpo velho se despojar e no lugar de uma senhora um monstro de olhos vermelhos, garras e dentes afiados em total ausência de qualquer fragmento de consciência. O som da flauta estava vindo de um local muito próximo, talvez quem a estivesse tocando tivesse ali, em algum local do quarto. Mal tivera tempo de pensar e a Level E a atacou, derrubando-a.

-Pare! – Gritou Yuuki em meio ao desespero. Mas a criatura não parou, investindo de novo contra a garota, que desta vez foi mais ágil e se esquivou. Mas era muito estranho, um level e obrigatoriamente deveria seguir as ordens de um sangue puro... A criatura arranhou-a com suas enormes garras, saindo um pouco de sangue. Yuuki se sentia frágil, sendo atacada por um vampiro de level inferior, e esta sendo sangue puro. Era terrível não ter desenvolvido seus poderes a ponto de não poder se defender.

Correu o mais rapidamente à janela, com o monstro a perseguindo. Afastou as cortinas. Pânico. Da janela, de onde se podia ver o cemitério, vinham varias criaturas de olhos vermelhos, provavelmente atraídas pelo sangue. A criatura atrás dela ia destruindo tudo a sua volta, Yuuki rolou para o lado, evitando, por um triz, seus braços, que golpeavam a penteadeira onde ela estivera um segundo antes. Cacos de vidro choveram sobre ela quando bateu no chão.Então, por reflexo, pegou um caco atiro-o no coração da criatura, que logo virou pó.

Não tinha muito tempo, desceria as escadas e salvaria Yori dos levels Es que estavam chegando. Mas mal alcançou a porta e um deles apareceu na sua frente. Correu na direção oposta, e vira o terror; Tinham vários subindo pela janela e cercando-a. Um ar gelado enchia o quarto. Um deles atacou. Yuuki atirou-se para o lado com um grito. Tentava se defender, mas eram muitos! Já estava quase sem forças. Uma lagrima caiu-lhe dos olhos. Era uma inútil. Se Kaname estivesse ali destruiria todos em segundos. Se sentia arrependida de ter saído de seu quarto... Se pelo menos o Zero realmente estivesse ali, a salvaria com sempre fazia.

-Zero...

De repente um braço vindo de trás a segurou pelo pescoço, e outro pela barriga. Estava presa! Tinha um deles atrás dela segurando-a! Então, de um canto escuro do quarto, ela percebeu um vulto que provavelmente estivera lá o tempo todo e nem notara. Este vulto estava segurando um objeto... Podia-se ler, com alguma dificuldade, “Hiou”, o vulto se aproximou e deu para distinguir que o objeto era uma flauta! Se aproximando mais, notava-se que o vulto era alguém muito familiar... Um garoto alto, de cabelos cinza e aparência bela...

-Ze... Zero?

Sua voz saiu quase como um sussurro de tão fraca que estava. Então a criatura que estava segurando-a por trás lambeu lentamente seu pescoço... Deu um sorrisinho...e sussurrou no seu ouvido...

-Não... Eu estou aqui...

E a mordeu.
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MensagemAssunto: Re: Yuki and Zero Bloody World   Sab Mar 28, 2009 10:57 pm

Amei!*-*
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MensagemAssunto: Re: Yuki and Zero Bloody World   Sab Abr 04, 2009 10:55 pm

finalmente o capitulo, mesmo que sem capa...alias, acho que nenhum capitulo proximo vai ter capa...depois eu adiciono elas...

Capítulo 11 – Failures



Sangue...

Gosto de sangue na sua boca... um gosto tão...familiar...

...tão bom...impossível...parar...



O cheiro forte já se espalhara pelo ambiente, o cheio de uma sangue puro.

- Ainda bem que lembramos de trazê-la para um lugar longe, assim esse cheiro enjoativo não vai chegar aos outros vampiros, e não vão desconfiar de nada...- Dizia Ichiru, acariciando sua flauta, enquanto observava seu irmão vampiro tomando do sangue tão necessário...- Não é que essa flauta que Shizuka-sama me deu funciona? Ela realmente consegue controlar os levels Es...mesmo eu não sendo um sangue puro...- Olha para os pós restantes dos levels Es no chão...

Então se vira, e detrás de si, mira com ódio um caixão, que com a escuridão da sala, era imperceptível.

- Espere, Shizuka-sama, ainda irei vingar sua morte.

Enquanto isso, seu irmão estava perdido no sabor, na sensação, no desejo e na culpa de tomar daquele sangue... A princesa estava totalmente presa em seus braços, mas nem tentava escapar... Provavelmente estava muito cansada depois de toda aquela luta... E isso só acentuava o sentimento de culpa... o fato de a ter assustado, de ataca-la por trás, e pega-la desprevenida só provava como era um covarde...mas tudo isso era necessário, ate mesmo para o bem dela...

Suas presas cada vez mais adentravam no seu pescoço, seu sangue fluindo com mais facilidade, um gosto familiar, porém diferente, mudado, mais forte... um sangue totalmente puro...um delírio...algo que não se podia parar...

Culpava-se por estar desejando loucamente aquele sangue sujo... de um ser arrogante...Não podia admitir que estava apaixonado por ela...era sua inimiga..sua inimiga...sua inimiga...Porem, por mais que repetisse, o sangue não o deixava conceber aquilo...

Tomando-o, vinham-lhe uma serie de lembranças na mente...

“ Eram crianças...ele estava rasgando seu pescoço profundamente...

-To com nojo...a sensação daquela mulher ainda esta aqui...

A garota aproxima-se, impede-o de continuar machucando a si mesmo..

- Já passou viu? Já está tudo bem agora...Eu vou sempre estar aqui...”


Por quê? Porque continuava pensando nela? Era sua inimiga...

O sangue continuava a colocar imagens na sua mente...



“ Ele estava partindo...nunca iria se perdoar pelo que fizera...

- use as duas mãos, e mire no centro, matar um vampiro não é crime...

E continuou a sair, mas algo o segurou por trás, algo que o impedia...

- A dor que você esconde...passara a ser minha ! Da próxima vez...eu pararei você...quando o momento chegar...se você quiser...eu farei você parar!

O calor dos braços dela...a segurança...a aceitação...”

Ela o aceitou... mesmo sendo um vampiro...mesmo tendo a atacado...porque não conseguia aceita-la por ser uma sangue puro?


Estavam os dois conversando...

- Tire essa faixa do pescoço... isso dá a maior bandeira...

- mas é necessário, se deixar só um esparadrapo, qualquer engraçadinho tira..como o Aidou

- se não fosse eu... se você pudesse escolher...seria kaname kuran, não é? Você preferia que ele que tivesse que sugar seu sangue não era?

-hã?

- Deu pra sentir...atraves do sabor...em seu sangue..


Era mesmo... quando tomava do seu sangue... conseguia entender seus sentimentos...Agora duvidava se estas lembranças eram realmente suas...ou da garota... suas mentes ficavam muito unidas nesses momentos...mas agora conseguia ouvir algo que ela estava tentando te dizer...algo lá no fundo de sua mente...onde conseguira atingir....

Zero...estou do seu lado...”

- YUUKI! - Rapidamente parou de tomar seu sangue, mas já era tarde demais. Tomou tanto que a sangue puro desmaiou. Agora se encontrava inconsciente em seus braços. O que tinha feito?

- não se esquenta, ela não vai ficar desmaiada para sempre – disse Ichiru, que Zero tinha ate se esquecido de que estava ali.- não precisa entrar em pânico...agora só precisamos destruí-lo...

-voce acha que vai dar certo? – Disse zero, se recompondo, e colocando Yuuki na cama ao lado. – você acha que a profecia é verdadeira?

- tenho quase certeza. Shizuka-sama me falou sobre as escrituras...e de acordo com o que tem escrito, após ter tomado o sangue dela (olha para a garota inconsciente na cama), só você conseguira destruí-lo. – Abre o caixão, onde tinha um homem “morto” – Sem mais demoras, vamos acabar com isso...

Zero pega na mão de Yuuki, faz um pequeno corte em seu dedo , e pinga o seu sangue no homem do caixão. Aquele sangue é lentamente absorvido...a aparência morta já não se encontrava mais lá...parecia que o tal homem estava voltando de alguma maneira...começava a respirar...logo depois seus dedos se moviam...tudo lentamente estrava em movimento, até que seus olhos abriram-se. Então a criatura falou...

- hum...finalmente...agradeço o trabalho de vocês...nao sabia que ia ser tão fácil retornar...

- NÃO TÃO RÁPIDO! – Disse zero, apontando a arma para a sua cabeça. – nós sabemos da profecia! E sou eu aquele que pode mata-lo!

Então o homem se levanta do caixão, e solta uma gargalhada cruel.

- HAHAHAHAHAHAHA- Se é tão simples assim, hunter, porque não tenta? Porque não atira?- um sorriso malicioso se estampa no rosto...

- Ora...seu...POIS É EXATAMENTE ISSO QUE VOU FAZER!

E atira.

O buraco no seu peito ficou por alguns instantes lá...mas rapidamente se cicatrizou...

- Você deveria ter pensado um pouco antes de ter ressuscitado um sangue-puro com altos poderes de cura...- disse, sorrindo.

- Mas...como? – estava perplexo..- Eu tomei do sangue dela...de acordo com a profecia...

- Parece que tem gente que mal interpretou as escrituras...interessante...mas não tenho muito tempo para ficar aqui...tenho que me recuperar para poder destruir os meus opositores...- Então passa direto pelos garotos e dá uma olhada em Yuuki na cama – parece que vamos ter que nos encontrar outra vez, princesa...- E sai pela janela, deixando dois gêmeos incrédulos no quarto empoeirado.


_________________________________________________________
Em outro lugar, no alojamento da Lua, um garoto acaba de sair de transe.

- Onde..eu estou? – Disse o garoto ruivo

- Shiki ..? – se aproxima um loiro...- Shiki! Você voltou! Mas...como?

- Takuma? O que esta acontecendo? Voltar do que...? não me lembro de mais nada do que fiz ultimamente...minha cabeça dói...Onde esta a Rima?

- Espera! Vou chamar ela! – e saiu do quarto.

Shiki se levantou, e se olhou no espelho...o que estava acontecendo? Estava com uma cara de muito cansado e não sabia porque...De repente uma voz tão familiar e querida...

- Shiki? Shiki? – A garota de cabelos laranjas chamava pelo seu nome, e quando este virou...- Seus olhos não estão com duas cores! Ainda bem! Shiki!! – E corre para abraça-lo – estou tão feliz...

Era raro um momento desses...em que a garota expressava seus sentimentos e sorria...mas apesar do ambiente feliz, Takuma não estava traquilo...Alguma coisa tinha acontecido...

Tinha que avisar Kaname...então foi em direção ao seu dormitório, mas se encontrou com ele antes, no corrredor...

- Não precisa me dizer nada, Ichijou..já senti...O inimigo esperado já retornou...mas uma coisa me inquieta...onde está a minha irmã?
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MensagemAssunto: Re: Yuki and Zero Bloody World   Seg Abr 06, 2009 2:52 am

Capitulo 12 – The Profecy –By Bela



Estava meio escuro…

Era assim que ficava quando perdia a consciência?

Não lembrava muito bem da ultima vez em que estava acordada...só lembrava que tinha muito sangue....

As coisas estavam clareando um pouco mais...Conseguia ver...algumas coisas...embaçadas...conseguiu identificar uma cadeira...uma mesa...um homem...olhando para ela...

- Di- diretor ? – sua visão melhorou, já via ele claramente...

- Yuuki...Que bom...recobrou a consciência...

- Dói...- Disse a garota, tocando no pescoço e sentindo que havia uma faixa lá.

- Gomene Yuuki...eu já sabia que isso podia acontecer...

- ã...?

- Eu já sabia que zero estava planejando alguma coisa para tomar do seu sangue...

De repente se lembrou de tudo o que lhe tinha acontecido recentemente... de todas as coisas que lhe passaram...desde quando viu Yori até...

- Diretor! Onde está a Yori - chan?!- Disse levantando-se rapidamente do sofá onde estava deitada. – Ela estava muito estranha quando...

- Ela está bem. – Yuuki se sentou no sofá – Existe uma técnica muito complicada entre os caçadores em que podemos hipnotizar qualquer humano, suponho que Zero a tenha hipnotizado para te levar àquele lugar... Mas ela está bem, não se lembra de nada, está descansando no dormitório de vocês.

Yuuki se acalmou então... Yori estava bem... Ela foi hipnotizada... por isso estava estranha...Yuuki se lembrava de como foi estranho a sua visita aquele chalé abandonado em meio à floresta passando por um cemitério...

- Diretor... Porque tem um cemitério aqui no campus do colégio Cross?

Ele suspirou. Estava procurando a melhor maneira de lhe dizer...

- Sabe Yuuki... antes mesmo se você nascer...sua mãe me pediu para que te criasse, pediu para que você estivesse livre de todas as obrigações como sangue-puro. Que você vivesse como uma humana normal, e que fosse a escola, conviver com outros alunos. Foi assim que construí o colégio Cross.

- Como?? Quer dizer, você construiu o colégio por minha causa?

Estava incrédula. Este fez um sinal afirmativo e continuou.

- Assim como ela, era a favor da convivência pacifica entre vampiros e humanos, então Juuri me pediu para fazer uma turma de vampiros. O que eu fiz. Assim, seu outro filho poderia ir à escola e conviver com humanos também, além de pode conviver com você. O grande problema é que não sabia onde iria construir esse colégio. Então ela me ofereceu esse lugar.

- O que exatamente era esse lugar?

- Nada mais nada menos do que o antigo palácio da família real sangue puro Kuran.

- Como???

- Como o último rei foi o seu avô, o palácio ficou abandonado desde que este abdicou ao poder. O objetivo de sua mãe foi claramente destruir a última sombra do poder autoritário de seus antepassados. Foi uma forma de nunca mais haver a monarquia, assim este lugar nunca mais iria ser necessário. E o que melhor para os ideais de sua mãe construir um colégio que prega a paz com os humanos no lugar? A região onde ficava o cemitério do palácio não foi utilizada, portanto não foi destruída. Mas foi abandonada e no lugar e em volta cresceu uma floresta, a mesma pela qual você passou.

- Mas quando os vampiros morrem seus corpos desaparecem!

- E é por isso que nos túmulos não há nomes. Exceto as tumbas dos reis, mas seus corpos não estão lá, é só um símbolo. Todos os caixões estão vazios.

Yuuki estava atordoada. Jamais pensaria que o colégio foi criado por sua casa, muito menos que foi construído na casa de seus ancestrais. Muito menos que foi idéia da sua mãe...

- Diretor... não sabia que você tinha conhecido a minha mãe...quer dizer.. você sabia esse tempo todo quem eu era e o que eu era?

Ele se levantou da sua cadeira, e se sentou ao lado da garota no sofá. Pôs sua mão em seu rosto.

- Sabia...mais isso não me afetava em nada...para mim você ainda era a minha filhinha querida.

Com lágrimas no rosto a garota o abraçou. Ficaram lá por um tempão. Então se separaram. Ele olhou em seu rosto.

- agora que você retornou à sua verdadeira forma, está muito parecida com sua mãe...você está muito bonita...

- er...obrigada, diretor!^^”

- É PAPAI!!!!!!!T.T

Yuuki suspirou. Se lembrou de uma coisa que o diretor disse há pouco tempo...

- Hum...o que você quis dizer com “eu já sabia que isso podia acontecer” ? Como você soube que o Zero queria o meu sangue? E também...porque é que ele queria ?

- Não sei se você sabe...mas há na cultura vampírica uma série de profecias feitas por sábios no passado. Acredita-se que todas as profecias serão realizadas em alguma época. Não importa o quanto vão demorar para serem cumpridas, todas elas serão. Algumas já aconteceram, outras acredita-se que algum dia vão se realizar. Mas tem uma que parece que está ocorrendo agora....

- Qual?

- Uma que tudo aponta que diz a seu respeito.

- A mim?

- Espere, vou pegar o livro onde estão escritas as profecias.

Então se levantou, foi à sala ao lado, enquanto dizia..

-Este livro estava na biblioteca do palácio. É uma raridade ter uma cópia das escrituras. Peguei Ichiru lendo esse livro uma vez...por isso digo que o que eles tramaram tem tudo a ver.
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MensagemAssunto: Re: Yuki and Zero Bloody World   Seg Abr 06, 2009 2:55 am

Então ele chegou na sala onde Yuuki estava trazendo um livro gigantesco, empoeirado, com folhas amaleras, capa pesada, muito desgastado. Na capa lia-se “ As escrituras” . se sentou ao lado da garota, abriu em uma página onde no canto tinha um texto em que o título era “O fim dos Kuran” .

- Ninguém nunca soube quem fez a profecia dos kuran, mas antes que você leia, saiba que eles sempre só tinham dois filhos, um homem e uma mulher. Era uma maneira natural de se controlar o clã , repassando o poder e a herança para os dois filhos, que mais tarde seriam obrigados a se casar. Desse modo, o sangue não se misturava nem havia discussões para ver quem herdava a fortuna dos pais. Sempre foi assim, um garoto e uma menina, nunca existiram kurans filhos únicos ou com dois irmãos. E sempre o irmão era do sexo oposto. Sempre, a única exceção foi com seus pais e Rido. Agora leia a profecia.

O fim dos Kuran


Haverá um período da história em que os vampiros serão governados pela dinastia Kuran. Um logo período, porém terá o seu fim. Seu último rei terá o incrível azar de ter três filhos. Um deles será a peça chave para acabar com o clã. Somente aquele afetado pela maldição dos caçadores gêmeos carregando a sina de um level E terá condições de destruir a peça chave. Contanto que este compartilhe o sangue com a humana sangue puro. E é ai que se dá o fim.


Á primeira vista o texto parecia muito confuso. Se alguém que não soubesse de nada do que estava acontecendo lesse, certamente não iria entender. Mas Yuuki rapidamente identificou algumas das insinuações...

- A peça chave só pode ser o Rido, meus pais estão mortos, ele é o único que está vivo dos três filhos do último rei . Aquele que sofre a maldição dos caçadores gêmeos poderia ser o Zero ou o Ichiru...porém o único que carrega consigo a sina de um Level E é o Zero...A humana sangue puro é claro que sou eu...talvez isso tenha confundido as pessoas que tentaram decifrar essa profecia...pelo que dá para entender, o Rido é a causa do fim do nosso clã, e ele só pode ser destruído pelo Zero, no caso somente se tomar do meu sangue, e ao tomar do meu sangue, o clã se destruí! Isso não faz o menor sentido! Se ele destruir o Rido, meu os Kuran estarão a salvo não é? Mas aqui diz que quando o Zero tomar o meu sangue, “ é ai que se dá o fim” !

- Yuuki, nem sempre as profecias são interpretadas da maneira que elas deveriam ser...Se a profecia funciona, o fim dos Kuran vai acontecer, de uma maneira ou de outra. É sobre isso que a profecia retrata. O fim do clã está para acontecer em pouco tempo, se é que já não aconteceu.

- Se é que já não aconteceu? Como assim? É impossível, se eu, onii-sama e o Rido estamos vivos!

- O fim de um clã não necessariamente representa a morte de seus membros...Pelo que consigo entender...Não é o Rido que vai acabar com o clã, e sim o Zero.

- O que? Impossível! Aqui diz que Um deles será a peça chave para acabar com o clã ! Está falando do Rido!

- O que ele quer dizer é que ele é o fator que contribui para o fim, mas não é ele quem o causa. Leia . Contanto que este compartilhe o sangue com a humana sangue puro. E é ai que se dá o fim. Está falando do Zero, e que ao tomar o seu sangue é que se dá o fim. O que entendi da profecia foi : O Rido é o fator que contribui para o fim, Zero tem que mata-lo, somente tomando do seu sangue, e assim o clã se acaba. O Rido contribui para o fim porque faz o Zero querer seu sangue para matá-lo, acabando com o clã. E é por isso que Rido se torna a peça-chave do fim.

- Mas perai! Se o Zero nunca tivesse lido a profecia, ele nunca saberia que teria que tomar meu sangue para acabar com o Rido! Então a profecia nunca se cumprido.

- Muitas profecias funcionam assim. Elas só funcionam se aqueles que ela cita souber de sua existência. Se ele nunca a tivesse lido, talvez a profecia não seria real.

- mas quer dizer que a profecia agora é real?

- agora sim, apartir do momento que você a leu, já que era a única pessoa citada que faltava ler.

- Ah! Que confuso! Mas eu ainda não entendi uma coisa...Porque o fato do Zero tomar o meu sangue vai destruir o clã? O que tem a ver?

- Essa é uma das coisas que ainda não foram resolvidas. Há pouco Zero me disse que tinha mal interpretado a profecia, pois pelo que me disse, ao tomar seu sangue não conseguiu destruí-lo.

- Como assim não conseguiu..? De acordo com a profe...

- Eu disse que ela foi mal interpretada... Talvez não signifique tomar seu sangue... sei lah...não entendi também! Eu pensava que estava correto, mas depois dessa...foi ai que pensamos que você deveria saber dela também...Talvez só você pode decifrar o que agente mal interpretou...e do porque o Zero seria o causador do fim.

Então ele se levanta.

- Tenho que fazer algumas coisas. Vou deixar o livro com você, pode ser que descubra alguma coisa...Descanse...Tenho pressentimentos que muitas coisas estão para acontecer...e não saia dessa casa. Se tiver fome tem coisa suficiente na geladeira, e pode tomar um banho se precisar. Agora me dá licença.

Então sai pela porta. Fecha-a e Yuuki ouve o barulho dele descendo as escadas.

Leu novamente a profecia... Palavra por palavra... Então notou uma coisa que não tinha percebido... Contanto que este compartilhe o sangue com a humana sangue puro... compartilhe o sangue com...compartilhe...compartilhe...Já sabia!



________________________________________________________





Zero estava caminhando pelo campus...Andava de um lado para o outro...não sabia o que tinha errado...Fizera tudo tão perfeitamente...E errou de uma maneira brusca...Agora seu inimigo estava por ai...solto...representando perigos para quem quer que fosse...A única coisa que o tranqüilizava era que este estava se recuperando ainda...já que há pouco estava semi-morto...

Mas não era a sua falha que mais o angustiava, e sim o seu êxito, já que conseguira levar a garota pro lugar, conseguira tomar seu sangue, tudo foi como o planejado, e é exatamente por isso que o irrita.

A maneira como roubou seu sangue, pegando-a por trás, de uma maneira monstruosa, ele que era a besta, não os sangue puros...mesmo que tinha feito isso pelo seu próprio bem, não era correto...E o que mais o deixava com raiva é que mesmo assim a garota lhe disse, em seu interior, que estava do seu lado....

Ela o aceitou como um vampiro, ele não a aceitou como sangue puro, e ainda por cima disse que estava do seu lado... era muito irônico...chegava a ser cruel...

E aquelas imagens? De quem realmente eram? Era ele que estava pensando nela naquele momento, ou ela que estava pensando nele? Via seus sentimentos quando tomava seu sangue...poderia ver seus pensamentos também...

Lembrou de que ela sempre esteve do seu lado quando ele precisou... talvez ela precise de companhia agora...talvez esteja confusa por nunca saber quem ela própria realmente era...

Precisava vê-la

Precisava pedir desculpas.

Correu o mais rápido que pôde para chegar à casa do diretor. Abriu o portão, subiu as escadas. Parou em frente à porta de seu escritório... podia sentir...ela estava ali...
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MensagemAssunto: Re: Yuki and Zero Bloody World   Ter Abr 14, 2009 12:18 am

Capítulo 13 – Vampire’s love – by bela



Podia sentir que estava ali…
Entrou devagar...
Deparou-se com a sala do diretor, sua mesa organizada, sua cadeira vazia. Em frente à mesa, um sofá.
Uma criatura bela, vestindo o uniforme da escola, ali deitava. Estava dormindo.
Aproximou-se, sentou-se ao lado dela. Percebeu que a garota se apoiava em um livro grosso. Estava lendo as escrituras?
Brincou com seus cabelos, olhou no seu lindo rosto. Embora um pouco mudado, era o mesmo rosto de sua melhor companheira, a quem o acolheu desde pequeno, a quem implicava o tempo todo.
Por quanto tempo os dois não iam patrulhar a sós de noite? Por quanto tempo viveram como irmãos, embora soubesse que não era desse modo que a olhava? Por quanto tempo teve que aturar saber que para ela ele só era seu irmão mais velho, e que só tinha olhos para kaname?
Demorou-lhe muito expressar seus sentimentos, mas quando finalmente conseguiu... Tarde demais.
Não a aceitou, magoou-a.
E agora só lhe restava uma coisa a fazer...
- gomene... yuuki...
Alisou seus cabelos...como era difícil falar com ela dormindo...queria que acordasse, mas temia também...será que aceitaria suas desculpas quando acordasse?
Não queria estar mais ali. Levantou-se.
Mas algo o impediu.
Uma mão segurava sua camisa por trás.
Virou a cabeça, a garota estava olhando para ele, com uma cara meio sonolenta, o rosto um pouco vermelho.
- Não... não vá...
Estava esse tempo todo acordada?
Então a garota se levantou lentamente, esfregou o rosto com as mãos para tirar a cara de sono e olhou bem nos olhos dele.
- Queria me falar alguma coisa?
Não havia mais saída, teria que fazer logo o que viera fazer.
- Olha..yuuki...naquela hora...naquele lugar...Precisei do seu...você sabe...- como era difícil falar, não queria reviver aquele momento..- para destruir...
Então um dedo veio aos seus lábios.
-shii...Eu sei...li a profecia...mas parece que não deu certo não foi?
Zero olhava incrédulo para ela... como sabia?
Yuuki, como que adivinhando o seu olhar, respondeu:
- O diretor me contou...
Ela pegou o livro pesado atrás de si, abriu na pagina já marcada, e leu em voz alta:

O fim dos Kuran

Haverá um período da história em que os vampiros serão governados pela dinastia Kuran. Um logo período, porém terá o seu fim. Seu último rei terá o incrível azar de ter três filhos. Um deles será a peça chave para acabar com o clã. Somente aquele afetado pela maldição dos caçadores gêmeos carregando a sina de um level E terá condições de destruir a peça chave. Contanto que este compartilhe o sangue com a humana sangue puro. E é ai que se dá o fim.


Então releu um fragmento:

- Contanto que este compartilhe o sangue com a humana sangue puro. Compartilhe Zero!

Então este a olhou com um ar de impossível... Entendera o que era para fazer... Como nunca percebera isso antes?
- Você diz... simultaneamente?
Os dois estavam vermelhos... era diferente de tomar o sangue por fome...Zero estava intrigado...não via Yuuki ainda como uma vampiro – embora sentisse o cheiro de sangue puro a léguas de distância – talvez teria que verdadeiramente aceitar como ela era agora...
- Bom...não custa nada tentar...Disse, vermelha, e era mentira, custava sim...mas não conseguiu terminar pois o garoto se aproximou, e penetrou suas presas no seu delicado pescoço...
Yuuki, que já sabia o seu papel, parou de falar, e fez o mesmo com o pescoço do garoto.
Que sensação..nova...
podia sentir...
o zero...seus sentimentos...
agora entendia...
Sangue...
O cheiro hipnotizante invadindo o ambiente...o sangue dos dois..
Eram como um só organismo... enquanto seu sangue saia do seu pescoço, entrava mais pela sua boca...
Seus batimentos, sincronizados.
O sangue dos dois bombeava a mesma velocidade no corpo do outro.
O liquido se misturava, não havia mais distinção.
Eram um só.
Compartilhar... era isso que significava...
Zero estava se delirando com toda aquela sensação... não tinha mais medo de exagerar na quantidade...não tinha mais medo da garota desmaiar...dessa vez poderia tomar à vontade...pois a mesma quantidade que entrava, saia.
Podia verdadeiramente aceitar quem ela era...estava feliz por isso...
Ficaram um tempão assim...
Zero sentia uma grande força incorporar... a profecia...devia estar funcionando...era como se estivesse renovando todo o seu sangue..e trocando por um outro...puro...e forte...
Era um caçador, não somente um caçador, mas que tinha um irmão gêmeo... embora se odiasse por isso..tomara a força de seu irmão quando ainda eram fetos...fora sempre visto como um garoto prodígio...não somente isso, se transformara em um vampiro...aumentando sua força, resistência , regeneração...Sempre se achou um lixo, mas, pensando bem, era uma criatura poderosa...e agora isso... trocando seu sangue por um puro...ia se tornar quase invencível...seu poder se equiparia, ou ate superaria, o de um sangue puro, poderia derrotar Rido...
Agora entendia porque a profecia o apontava como o escolhido para dar o fim...Realmente...era capaz.
Então finalmente se afastaram. Se olharam nos olhos, confusos.
- Então...é isso? – perguntou o garoto, sem mais nada o que dizer...
Então a garota puxou-o gentilmente para baixo. Seus lábios se encontraram.
Começaram de uma maneira suave, mas logo aceleraram , transformando o beijo em um apaixonado, delirante, esfomeado... Não conseguiam respirar, um consumia o ar do outro. Seus lábios se tocando numa eterna dança enlouquecedora. Era como se precisassem um do outro há muito tempo, como se desejassem, como se esquecessem de tudo...
Como se só existissem os dois no mundo, e ninguém mais.
A suas bocas, quentes e úmidas, se afogavam de paixão. Zero colocou suas mãos em seus cabelos, puxou-a agressivamente para si. Yuuki fez o mesmo com os cabelos cinza do rapaz. As reminiscências dos sangues deles ainda se encontravam em suas bocas, deixando o beijo ainda mais enriquecedor, com o gosto mais desejado dos vampiros. Era como se fosse um beijo e uma mordida ao mesmo tempo.
Zero queria mais, encostou de propósito suas presas na língua de yuuki, ferindo-a e deixando fluir mais sangue...dessa vez um sangue mais fresco...mais...delicioso. yuuki não deixou por menos, fez o mesmo. E continuaram assim, ferindo-se mutuamente, tomando o sangue do outro de uma forma diferente, e perfeita.
Yuuki não queria que isso não acabasse nunca...Esse beijo estava sendo muito melhor do que o primeiro, em que fora pega desprevenida. Era a primeira vez que estava de fato vivendo sua vida, sem deixar sua timidez atrapalhar...Talvez o fato de ter se transformado em vampiro lhe dera essa confiança...ou talvez não..talvez finalmente percebera o que queria da vida...Se arrependera de tanto tempo perdido em que passara com zero...poderia ter feito isso antes, ter aproveitado seu tempo livre, sua falta de obrigação com o mundo vampirico...Não devia ter esperado seu mundo virar de cabeça para baixo para isso acontecer...agora não tinha muito tempo para ficar com zero, curti-lo e tudo, tinha alguém querendo mata-la, alem de que agora não podia deixar seu onii-sama sozinho depois de 10 anos de solidão....Tinha que também assumir sua posição de herdeira do trono kuran, para dar continuidade ao seu clã....mas perai...não era exatamente isso sobre o que falava a profecia?
Se afastaram lentamente. Se abraçaram. Ficaram lá, nenhum dos dois sabendo o que dizer.
Yuuki não estava confusa... não como da outra vez...dessa vez já esperava os seus e os sentimentos do zero...da outra não...não fazia nem idéia...Nunca imaginara o que o garoto sentia...ele nunca se expressou...para ela era como um irmão chato e implicante mas que se importava muito . Então foi a primeira a falar e a quebrar o silencio.
- Por que você nunca me disse antes?
O garoto deu um sorrisinho.
- Sabendo que você era doida por kuran e que me tratava como um irmão? Não sei nem como tive coragem de te beijar naquela vez...
Então ela se afastou, desfez o abraço. Pensou. Realmente, seu coração sempre pertenceu à kaname...desde que o garoto a salvou quando tinha 5 anos de idade..era o começo de seu mundo...de fato o amava, e muito....mas dessa vez não sentia a mesma coisa...ainda o amava, lógico, mas de uma maneira diferente...
- Não se preocupe... Amo-o de acordo com o que ele realmente é para mim... Amo-o como um irmão...
- Tem certeza? Eu sei bem que irmãos sangue puros tendem a se casar... sei que vocês são noivos...e que tem que ficar juntos para darem continuidade ao clã...
- Não confunda obrigação com desejo, zero... É verdade que para dar essa continuidade tenho que permanecer ao lado dele, mas não é isso que eu quero... e sinceramente...sei que não é isso que ele quer...Amamos-nos como irmãos.
– Então parou, pensou – E eu acho que é exatamente isso que a profecia quis dizer quando fala que você vai acabar com o nosso clã.
Agora zero parecia mais confuso que nunca.
- Simples, se por sua causa eu não me casar com meu irmão, a dinastia kuran se acaba! E isso só se deu porque compartilhamos o sangue, para você poder derrotar o Rido! Faz sentido não faz?
Zero tinha que admitir... Yuuki era muito inteligente... ou tinha ficado após ter se transformado...tanto faz...de uma forma geral, tinha mudado, mas sua essência era a mesma, e a amava mais do que nunca....
- Eu não entendo...como você consegue decifrar isso se não consegue nem ao menos fazer uns exercícios de matemática sozinha?
- Ei, por um acaso ta me chamando de burra é??? Não fui eu que mal interpretei uma teoria idiota daquela! E aquele cemitério me assustou viu???
- Não é culpa minha se você ainda é uma criança que tem medo de fantasmas...
- Ora , seu...

E deu milhões de murros no seu ombro direito.
- ai! Isso dói!
- ahá! Tome cuidado que eu fiquei mais forte, ta?

E os dois começaram a rir...
Yuuki estava feliz... Nada mudou entre eles...
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MensagemAssunto: Re: Yuki and Zero Bloody World   Qua Abr 29, 2009 2:36 am

um..eu gostei n.n
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MensagemAssunto: Re: Yuki and Zero Bloody World   Sab Maio 02, 2009 4:18 am

bom, estou postando essa fic em outro forum originalmente, mas continuo repassando aqui, pra os que continuam lendo!^^ que bom que gostou!


Capítulo 14: Trust - Por Lici


Eu me sinto... completo.

Mas agora Rido havia retornado.
Um clima de escuridão percorria o quase vazio Colégio Cross. A aura negativa se fazia sentir ofegante, pondo em dúvida os corações desavisados e enchendo de uma expectativa cruel os que se sentiam responsabilizados.

Consigo sentir... ele voltou.

Kaname provava desta ânsia, quando Seiren entrou em seu quarto de súbito.

”Kaname-sama...”

Kaname desperta do sentimento escuro que o dominava.

”Seiren.”
”Kaname-sama, level E’s estão invadindo o colégio... E o Conselho dos Anciões...”

”Eu já esperava... aqueles cães do Conselho... Sempre confiável, Seiren.” Disse ele, como se olhasse para o horizonte.
“Estou às suas ordens.”
“Avise os outros... haverá uma reunião.” Kaname virou as costas. Estava frio e pensativo.
”Sim, Kaname-sama...” E retirou-se com rapidez, saltando pela janela.

Está chegando... o momento...

Todos estavam reunidos. Kaname foi curto e claro em suas decisões.
Haveria uma grande batalha, a qual tinha como causa principal a segurança de Yuuki. Durante a reunião, seus mais fiéis vampiros permaneciam calados, diante da gravidade do fato.
Ruka refletia presa aos olhos de Kaname. Estava distante, mas aparentava de alma desejar estar o mais perto possível. No fundo da sala, o olhava com ternura e apreensão. Era a única que entendia o real motivo de sua preocupação.

Sua... irmã.

Queria apóia-lo. Queria estar ao seu lado.

Eu confio em você... Kaname-sama...

Ruka esperou que todos saíssem para que ficassem a sós.
Ela o puxou pelo braço antes que ele passasse pela porta. Não conseguia evitar... Seu coração explodia ao sentir a pele de Kaname entre suas mãos... Sentia-se segura perto dele... Ela o amava.

”Kaname-sama... por favor...”

Kaname virou-se devagar. Não conseguia fingir-se. Estava anestesiado.

”Eu sei como se sente...”
”Ruka...”
”Por favor, fique tranqüilo, Kaname-sama... Yuuki-sama estará segura...”

Kaname ficou surpreso. Como ela sabia?

”Eu não tenho tanta certeza...” Voltou ao seu transe, suspirando silenciosamente.

Aquilo a doía por dentro. Como queria dividir aquele sofrimento e torná-lo mais suportável... Ruka o tomou pelas mãos, apertando-as.

”Yuuki-sama tem alguém que pode protegê-la. Você fez tudo o que podia, tudo o que estava ao seu alcance... você não a traiu.”
”Yuuki é minha noiva... não posso deixar que nada aconteça a ela... Eu não posso acabar com a tradição.”

Kaname soltou-se das mãos de Ruka e se inclinou sobre uma cadeira. A conversa entre os dois parecia uma luta entre aproximação e afastamento.
Ruka parou pensativa.

”Todo este tempo... passei esperando por isso... movendo as peças... deste xadrez.”
”Você a ama?”


Esta frase fugiu dos lábios de Ruka num impulso que parecia vir do fundo de seus pensamentos.
Kaname ficou paralisado. Lógico que ele a amava, mas...
Não conseguia entender a ousadia daquela pergunta num momento como aquele.

”Do que você está falando?”
”Ou pretende casar-se por obrigação?”


Levantou-se da cadeira e percorreu Ruka com os olhos.
Estava segura como nunca e ao mesmo tempo serena. Começava a perceber então o movimento ondulado de seus cabelos sobre os ombros, semicobertos por um vestido discreto e leve, justo na cintura, que cultuava suas curvas com elegância e meiguice. Os ombros pálidos pareciam mover-se em sintonia com as batidas do coração, expressivos ao presenciarem o seu colo perfeitamente disposto e atravessado por um colar, cujo pingente estava escondido entre o vestido. Mas nada se comparava àquele rosto sincero e preocupado, que o fitava cheio de amor. Ruka era linda.
Sentiu uma vontade inesperada de tomá-la em seus braços. Estava confuso. O que estava sentindo?

”É minha responsabilidade dar continuidade ao Clã...”
”Se você a ama, Kaname-sama...” , disse abaixando a cabeça, como quem quisesse enxergar dentro de si, “... é o que importa.”
”Para mim... Yuuki é a minha irmã. Mesmo que eu não queira, não posso deixá-la.”

Ruka parecia sorrir-se. Mas fora discreta demais para se fazer perceber.

”Yuuki-sama não está só.”

Não podia discordar. Alguém muito próximo amava a sua irmã acima de todas as adversidades, acima até mesmo de sua própria vontade. Mas era justamente por este motivo que não podia confiar todo um futuro em suas mãos. Com tantas diferenças...
”Não sei... não sei se é confiável... não sei se devo arriscar.”
”Então retire esta dúvida, Kaname-sama... Talvez você deva.”


Ruka então preparou-se estranhamente para sair. Confiante, esta era a palavra que poderia descrever a mudança de Ruka naquele momento.
Kaname a via atravessando a porta, quando a chamou pelo nome.

”Ruka.”

Ela virou-se com leveza e soltou um sorriso. Pôde dizer tudo, apenas com este gesto.
Estou com você, Kaname-sama...
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MensagemAssunto: Re: Yuki and Zero Bloody World   Sab Maio 02, 2009 4:20 am

Kaname permaneceu na mesma posição durante alguns minutos, a vagar os olhos pela porta. Estava reorganizando suas ideias. Ruka estava certa.

Preciso saber...

Saiu então daquele devaneio. Precisava encontrar Zero e falar-lhe.
Kaname ainda descia as escadas, vestido em um negro sobretudo imponente, que o cobria com elegância e escurecia o chão, quando deparou-se com Yuuki.
Aparentava estar assustadoramente ansiosa e algo diferente parecia exalar de si... Pulsando em seu pescoço, percorrendo-lhe o corpo, iluminando-lhe os olhos... Ele podia sentir... Yuuki estava coberta de amor e de sangue.

”Kaname-oniisama!”
”Yuuki, onde você esteve? Não deve ficar caminhando por aí sozinha, você precisa tomar cuidado, não...”

”Vim falar com você, Kaname-oniisama...” , interrompeu Yuuki, “Zero me acompanhou até aqui. Ele está na porta.” Yuuki estava séria e preocupada, algo inusitado demais para tratar com desdém.
”O que houve?” Seu sobretudo balançava soberbamente com a brisa que escapava da janela e bailava as cortinas. Toda aquela beleza... não podia vir deste mundo.

”Eu li as Escrituras... a profecia... o Clã vive seus últimos dias...” falava como se soluçasse, confundindo-se em meio a própria ansiedade. Mas não era só isso...

Todo o meu corpo parece pulsar... Meu coração tão quente... Me sinto abraçada... Eu me sinto... completa.

Impressionando-se por viver tantos anos em uma hora.

Kaname pediu para que ela se acalmasse e lhe contasse tudo com clareza. Eles se sentaram e logo Yuuki começou a lhe explicar com suas palavras. Ele a escutou com atenção. Estava difícil de acreditar... ou talvez muito fácil... Na verdade, o sentimento que realmente o dominava diante daquilo era o de alívio. Amava a sua irmã, a queria por perto, mas todo aquele relato retirou-lhe a responsabilidade. E sentir-se aliviado o fez pensar que talvez não devesse mesmo fazer de Yuuki sua esposa. E o amor fraterno fez-se sentir mais claro.

”Tem certeza... de que é isso que você quer?” disse Kaname olhando-a fixamente nos olhos. “Somos sangue-puros descendentes do último rei... talvez fosse um desperdício que...”
”Naquela época sim, mas não existe mais a monarquia, oniisama! Não devemos nada a ninguém...” fez um pausa e tornou a dizer “Mas você ficará bem, oniisama?”
”Ficarei feliz se você também estiver, Yuuki.” Então passando a mão carinhosamente em seu rosto, perguntou “Mas devo confiar? Ele poderá fazê-la feliz?”
”Oniisama! Você mesmo disse que ele não me trairia.” disse Yuuki sorrindo.
“Yuuki, level E’s e os peões do Conselho estão por toda parte. Preciso que tome cuidado...” Lembrou Kaname.
”Sim, Kaname-oniisama.” E tornou a lhe lançar um sorriso “Obrigada por se preocupar!”

Kaname sabia que todo o encanto de Yuuki vinha daquele gesto.
Os dois saíram juntos pela porta do Alojamento, onde se encontrava Zero, encostado em uma parede, com os braços cruzados. Todo o seu poder estava evidente: a parede parecia envergar-se para acomodá-lo.
Kaname quis fazer valer o ensejo de encontrá-lo, comunicando-lhe o interesse de uma conversa. Yuuki entendeu o gesto, voltando-se novamente para o Alojamento, deixando-os a sós. Zero tinha os olhos quase cerrados e o rosto vagamente escondido pelos cabelos. Sua camisa estava desabotoada e suja de vermelho. Ao ouvir Kaname, ergueu o rosto e o encarou. Não haveria olhar mais penetrante e grave.

”Zero, preciso saber...” parou em frente a ele. “Preciso que cuide de minha irmã. Será capaz disto?”

Zero aparentava não entender suas intenções.

”A pessoa de quem a Yuuki realmente precisa, é você, Kaname.” Dizia com uma frieza sofrida, que o cobria de um charme mórbido e inebriante.
”Não Zero, você está enganado... Yuuki confia em você.” Disse isto e aproximou-se de Zero, sussurrando-lhe próximo ao ouvido “E se ela confia... eu também confio.”

Um vento passou por eles. Seus cabelos balançavam-se lentamente... Por trás de toda aquela tranquilidade aparente, os dois podiam sentir a aura negra que se espalhava pelo colégio: O inimigo à espreita... esperando o momento certo...
Kaname quebrou o silêncio.

”Você sabe... Ele está atrás dela.” Disse em tom provocativo.

O caçador logo sentiu a provocação, lembrando-se de que não respondera a primeira pergunta que lhe foi feita. Quis deixar claro.

”Protegerei Yuuki com a minha vida.”

Kaname sorriu. Era a certeza de que precisava. Mas a batalha não seria fácil. Aquele garoto não deveria enfrentá-la sozinho.

Está chegando... o momento...
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MensagemAssunto: Re: Yuki and Zero Bloody World   Seg Maio 04, 2009 2:13 am

Está legal bela n.n
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MensagemAssunto: Re: Yuki and Zero Bloody World   Seg Maio 04, 2009 6:49 pm

vc eh a lye-chan?@.@
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MensagemAssunto: Re: Yuki and Zero Bloody World   Seg Maio 04, 2009 7:44 pm

Nao me confunde com a doida de minha prima!
eu sou Luna...Mas porque o interesse?
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MensagemAssunto: Re: Yuki and Zero Bloody World   Seg Maio 04, 2009 9:47 pm

PQ

1. vc respondeu da maneira como ela reponderia

e mais obviamente pq=>>

2- EU SOU A VAMPIRA DO INFERNO????? *assinatura*
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MensagemAssunto: Re: Yuki and Zero Bloody World   Seg Maio 04, 2009 10:05 pm

Ela é minha prima ou melhor irma e isso eu tirei delaXD
A gente tem coisa em comum demais bela!XD
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MensagemAssunto: Re: Yuki and Zero Bloody World   Seg Maio 04, 2009 10:14 pm

nao sou idiota!-.-

vcs duas online ao mesmo tempo?

vc eh a lye-chan, sei disso, e nao importa o que vc diga nao vou acreditar o contrario!

o que custa admitir?
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MensagemAssunto: Re: Yuki and Zero Bloody World   Ter Maio 05, 2009 1:53 am

Acho que A Lye nao foi clara com vc!XD
Na verdade as duas tem um notebook,por isso usamos ao mesmo tempo!n.n
E chega de flood pq cáentre nós e odeio isso.
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MensagemAssunto: Re: Yuki and Zero Bloody World   Ter Maio 12, 2009 4:48 am

Capítulo 15- The Great Battle



PARTE 1



Ainda bem que o colégio estava vazio. Porque seria praticamente impossível evitar qualquer tipo de desastre com aquelas criaturas presentes e vários estudantes em perigo.

Level Es... Vários deles... Quebrando tudo... Anarquizando o campus... O que eles queriam?

Ninguém ali realmente sabia o que de fato estava acontecendo naquele colégio. Só tinham certeza de duas coisas. Uma era que alguém estava por trás de tudo aquilo. A outras era que, apesar de que não soubessem quem era esse ser e o que queria, tinham que obedecer às ordens de Kaname Kuran-sama.

Um deles ia correndo em direção ao dormitório do Sol, mas foi logo impedido por uma coluna de gelo que o cobriu inteiramente.

- Aonde você pensa que vai? – Disse um nobre loiro que logo destruiu a coluna, acabando com a criatura. Mas rapidamente outra já ia chegando por trás quando nem percebera.

-Cuidado, Hanabusa!!! – Então a criatura se transformou em cinzas através do fogo de seu primo. - Nunca sabe se cuidar não é?

- Hei! O qu..- Interrompeu-se por uma espada passando de raspão, acabando com outro level E.

- Não é hora de conversar! Temos muito trabalho a fazer...- Disse Takuma, com uma expressão não usual de seriedade.

Cada vez mais Level Es iam chegando, mas o grupo de nobres ali presentes conseguia dar conta. Apesar de ter uns 600 level Es para uns 50 nobres, o poder dos nobres era muito maior.

Continuaram ali, obviamente nenhum nobre foi destruído, mas já conseguiram destruíram uma grande parcela de Level Es. Porem, quanto mais desaparecia, mais chegavam os novos. Era uma luta infindável, não se sabia quantas horas permaneceriam ali.

Até que chegaram outros vampiros, não eram ex-humanos...O que estariam fazendo?

- Jovens! – Falou um deles – Descendentes de poderosas famílias! Porque lutam? Não estamos do mesmo lado? O nosso grande imperador ressurgiu das cinzas! E estamos todos aqui para comemorar esse fato... – Disse com um sorriso malicioso no rosto – O novo mundo está surgindo, lute ao lado do imperador e serão recompensados... Ou vocês prefeririam continuar nessa desesperança... e deixar suas famílias serem perseguidas no novo mundo... por um ato tolo?

- Nunca!- gritou Ruka – Nunca trairemos o nosso verdadeiro líder Kaname-sama! E porque o Conselho está seguindo as ordens de um psicopata?

Takuma, ao ouvir essas palavras, se lembrou de algo ...Ele sabia quem era aquele cara...Sabia do pacto que fizera com seu avô...Alias ele mesmo traiu Kaname conduzindo ele (embora no corpo de Shiki) ao colégio...Teria que refazer aquilo...Se os cães do Conselho estavam ali, não havia dúvida...seu avô também estava...

- Ichijou! Aonde você vai? – Perguntou Rima, vendo que o garoto corria para outra direção.

Podia sentir...ele estava em algum lugar...Corria...Corria...Adentrou a floresta perto do colégio... Correu...Estava chegando perto...Até que chegou numa clareira...Onde podia-se ver um imenso cemitério...E viu..Ele estava ali...nao...eles estavam ali...

- Sabia que você viria, Takuma. – Disse seu avô – Kuran-sama, esse é o meu herdeiro.

- Ele é útil? –
Perguntou Rido, com um certo desdém. Ichiou pareceu meio irritado com a pegunta, porem procurou não demonstrar.

- Sim, Kuran-sama! Ele conhece seu sobrinho de perto...Seria muito útil para...

- Se vocês acham que eu vou colaborar com o plano de vocês, estão muito enganados!-
Interrompeu Takuma.

- Takuma! Se comporte! – Ichiou procurava um meio de disfarçar aquela situação. – Você será o representante do clan Ichijou no futuro, é muito jovem para fazer decisões sozinho, no futuro vai me agradecer por...

- Já aturei suas ordens por muito tempo... Já fiz muito do que me mandou... mas uma coisa não aceitarei mais... – Então empunhou sua espada, olhou sério nos olhos de seu avô – Eu nunca, NUNCA vou trair Kaname-sama de novo!!!

- Já vi que esse pirralho é inútil mesmo...- Disse Rido, se levantando da tumba onde estava sentado - Vou acabar com ele...

Ichiou tentou para-lo com o olhar, por mais que seu neto o havia decepcionado, era o seu herdeiro, não podia simplesmente acabar com ele!

Quando Rido levantou sua mão para lançar algum poder, uma videira rapidamente a segurou por trás... impedindo o ataque...mas o que diabos..?

- Sua luta é comigo! – Disse o caçador, com os cabelos cinza balançando ao vento, pés descalços, com a camisa branca com marcas de sangue toda desabotoada, podendo ver-lhe o peito nu de onde saiam varias videiras com espinhos. E claro, com uma Bloody Rose apontada para o sangue puro.

- Ora ora! Então é você o destinado pela profecia? Hum...esperava mais...você não é páreo para mim...- Falou Rido enquanto se virava e sorria maliciosamente.

Então rapidamente ergue sua mão, explode o chão, abrindo uma gigantesca cratera em baixo dos pés do caçador, fazendo-o cair e cair em direção ao fundo do buraco até chegar a uma região com alta declividade fazendo-o escorregar ainda mais em direção à floresta.

Essa decida brusca o deixava com muitos ferimentos.

- Eu esperava mais mesmo...tcs..tcs...- Dizia Rido que logo em seguida foi pego de surpresa por uma bomba de ar que foi em sua direção. Esta o empurrou a uma distancia de uns 50 metros em direção à floresta.

Logo o vulto que havia emitido a bomba chegava com uma velocidade estupidamente instantânea de encontro a Rido.

- Esperava tão pouco assim, tio?

- Kaname... Quando é que vai perceber que deve escolher melhor as suas peças? Você acha que é assim que vai conseguir proteger a princesa?

- Nunca toque nela! –
A fúria do jovem podia ser claramente percebida pelo aspecto avermelhado de seus olhos.

Estava pronto para emitir mais uma bomba quando foi pego desprevenido com um chicote de sangue que o circundava. O chicote cada vez mais se agarrava no sangue puro, apertando suas mãos, seus braços, sua cabeça, mas este tentava o máximo que podia para mantê-lo longe de si, atirando bombas e raios em direção aos chicotes.

Ficaram ali naquele jogo, Rido de longe controlando os chicotes enquanto kaname os afastava com explosões. Aquilo estava sendo exaustivo para o jovem e varias vezes o chicote perfurava sua pele, jorrando sangue. Ate que por não poder mais manter aquilo longe de si, o chicote rapidamente se amarrou no pescoço, apertando-o fortemente deixando Kaname quase sem ar, e, sentindo-se sufocado, desmaiando.

- O que ia dizendo sobrinho?- Dizia ele com um sorriso estampado devido ao divertimento que aquela cena lhe proporcionava.

Então sentiu algo agudo perfurar seu ombro. Odiava armas anti-vampiro.

- você realmente pensou ser tão fácil assim acabar comigo? Hum...essa briga nem começou...- Então Zero empunhava suas videiras , circundando Rido.

- Então você não é tão entediante assim... bom...muito bom...- Dizia ele se esquivando dos espinhos.

Mais balas ia a sua direção, então rapidamente retirou seu sangue do pescoço do sangue puro inconsciente para chicoteá-las. Zero jogava suas videiras contra os chicotes.

Ficaram por um bom tempo nessa situação, dois mutantes usando seus poderes e seus respectivos chicotes, sangue e videira, investindo contra um ao outro.

Até que o sangue puro deu um sorrisinho... Cheirava o aroma do ar...

- Consegue sentir? A princesa... Está próxima...

Então Zero se apavorou por conseguir sentir o mesmo cheiro...nao..

Aproveitando sua distração, Rido rapidamente investe uma explosão contra ele, fazendo-o chocar-se bruscamente contra uma árvore, deixando-o sem forças a ponto de não conseguir se levantar.

- O QUE VOCE FEZ COM OS DOIS??? – Disse com fúria a garota que acabara de chegar ao ver a situação de seu irmão e de seu amor – NÃO DEIXAREI NINGUEM MAIS SE SACRIFICAR POR MIM!! – Então saca sua Ártemis, que, com muitos raios, luzes e muita vibração, se transforma em uma foice. A garota ergue sua mais nova e poderosa arma. – É a mim que você quer??? É comigo que você vai lutar!

Continua na parte 2...
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MensagemAssunto: Re: Yuki and Zero Bloody World   Ter Maio 12, 2009 2:52 pm

The GReat Battle,titulo sugstivo xD
está legal bELA,CONTINUA n.n
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MensagemAssunto: Re: Yuki and Zero Bloody World   Ter Maio 12, 2009 6:47 pm

continuarei no prximo fds LYE-CHAN!

*eu sei que vc eh ela, nao sou besta*
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MensagemAssunto: Re: Yuki and Zero Bloody World   Ter Maio 12, 2009 7:59 pm

Pode achar que sou minha prima a vontade u.u
Enfim eu to esperando,a capa tá boa xD
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MensagemAssunto: Re: Yuki and Zero Bloody World   Qua Maio 13, 2009 1:21 am

Well eu li toda a fic hoje e estou AMANDO, tipo, ela melhorou muito conforme os capítulos foram avançando *-* Espero que continue assim ^^
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MensagemAssunto: Re: Yuki and Zero Bloody World   Qui Maio 14, 2009 12:31 am

Renge escreveu:
Well eu li toda a fic hoje e estou AMANDO, tipo, ela melhorou muito conforme os capítulos foram avançando *-* Espero que continue assim ^^

vc coneguiu ler ela toda hoje????O_O como vc é rapida! uau!

bom, eh que nos primeiros capitulos eu era muito iniciante em fics (foi a minha primeira!) ^^ ai fui aumentando o tamanho dos capitulos e melhorando a descriçao deles e tal...

que bom que ta gostado!*-*

nao imaginava alguem novo ler a minha fic aqui no bloody rose tmb! tipo, eu comecei a fic originalmente aqui no bloody rose, mas como o pessoal daqui migrou para o outro forum, eu migrei a minha fic tmb, mas continuei a postar aqui pq provavelmente alguem(um exemplo eh vc!=P) poderia ler aqui tambem!

entao é por isso tmb que ela ta toda desatualisada em relaçao a organizaçao e tal...as capas a vamp padronisou e estao todas no mesmo tamanho e tao beeem melhores, mas nao tinha mudado os capitulos daqui com as novas capas nem os novos modelos!@.@

mas se puder, da uma passadinha soh na primeira pagina onde tem o capitulo 1 pra ter uma ideia mais ou menos de como esta organizado!^^ eu ainda nao terminei de organizar , mas jah ta melhor que antes!=P

que bom que ta gostando, continue lendo! eu to lançando um capitulo por fim de semana!
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MensagemAssunto: Re: Yuki and Zero Bloody World   Qui Maio 14, 2009 6:54 pm

Ok, vou fazer o que vc disse ^^ Mas é assim mesmo, conforme agente vai escrevendo vai pegando geito... xD A fic esta realmente emocionante, estou esperando anciosamente o final de semana!
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MensagemAssunto: Re: Yuki and Zero Bloody World   Sab Jun 13, 2009 1:01 am

PARTE 2


*Nota: Os cães do conselho são vampiros comuns, ou seja, level C.

- Jovens! – Falou um deles – Descendentes de poderosas famílias! Porque lutam? Não estamos do mesmo lado? O nosso grande imperador ressurgiu das cinzas! E estamos todos aqui para comemorar esse fato... – Disse com um sorriso malicioso no rosto – O novo mundo está surgindo, lute ao lado do imperador e serão recompensados... Ou vocês prefeririam continuar nessa desesperança... e deixar suas famílias serem perseguidas no novo mundo... por um ato tolo?

- Nunca!- gritou Ruka – Nunca trairemos o nosso verdadeiro líder Kaname-sama!



Notou-se que Takuma Ichijou saira de cena, mas os jovens ali presentes não tiveram tempo de investigar aonde ele fora.
Havia coisas mais urgentes.
Derrotar os cães do conselho não deveria ser um grande desafio, considerando que todos os jovens ali eram nobres, mas a presença de milhares de Level Es era preocupante.

- Se pensam que ganharão seguidores vindo aqui, esqueçam! Todos somos fieis ao príncipe Kuran! – Disse Aidou, ao mesmo tempo produzindo uma gigantesca bolha de gelo, englobando vários Levels Es. Apesar de lhe custar muita energia, foi eficiente por poder acabar com uns 50 Levels Es de uma vez só.

- A escolha foi sua!- Disse o cão do conselho, rapidamente alcançando Aidou mas antes de atacar foi impedido por um chicote de sangue, segurando-o pelo pescoço. Ao ver o dono do chicote se espantou – Você?? Mas não é o filho de Kuran Rido-sama?

- Aquele monstro não é o meu pai! – Disse Shiki, apertando com força o pescoço do outro, até estourar a cabeça, transformando o Level C* em cinzas.

Então vários level Es pularam para cima de Shiki, mas o garoto, habilidoso como era, deu conta com os chicotes, acabando com umas 20 dessas criaturas. Aquilo he consumia energia, então um dos cães do conselho aproveitou sua distração para ataca-lo, mas foi logo consumido por umas chamas.

Shiki logo percebeu que foi salvo por seu amigo Kain, que continuava explodindo cães do conselho e levels Es com suas chamas.

Embora parecendo que estavam em vantagem, não estavam. Quanto mais levels Es destruíam, mais apareciam, era realmente muitos. Vários e vários cercaram Kain, que tava com uma certa dificuldade de mante-los. Mas logo Ruka veio com ajuda, controlando alguns levels Es, fazendo-os destruírem-se mutuamente.

Rima brigava com a maioria dos caras do conselho. Atirava raios e raios em cima deles, explodia tudo ao seu redor, muitos morriam, muitos continuavam e a atacavam, um level E a alcançou de surpresa, fazendo-a cair. Vários começaram a cercá-la, estava fraca, não conseguiria lidar com todos aqueles.

-Rima!- shiki chegou para ajudá-la com mais chicotes, mas esse também não conseguia dar conta. Alias, nenhum dos nobres estava conseguindo dar conta. Os Levels Es chegavam, retiravam-lhe suas energias, e quanto mais morria, chegavam outros, fazendo aquela batalha infindável.

Não tinha como eles darem conta. A única maneira deles conseguirem derrotar o conselho seria que todos aqueles Levels Es sumissem de uma vez.
Mas como conseguiriam aquilo?

De repente um som doce. E mortal.

Algo que começou num tom fraco, e que foi aumentando gradualmente.

Sim, aquela musica era bonita, mas de onde vinha? De onde vinha o doce som de flauta que impregnava o ambiente?

Conforme o som aumentava percebia-se que os Levels Es se imobilizavam.
Mas que espécie de poder...?

Um garoto de cabelo cinzas a tocava. Na flauta lia-se “Hiou”. Cada vez mais o garoto se aproximava tocando o lindo som.

-Mas... mas, essa não é a flauta da cerejeira que floresceu fora de época? – Disse Aidou, incrédulo.

- Na verdade a flauta é da família dela, da poderosa família sangue-puro Hiou. – disse Kain- É uma relíquia muito rara, que diz-se ser capaz de controlar vários e varios Levels Es de uma só vez. Realmente, a flauta contém uma força muito grande.

- Mas o que um artefato tão raro de uma das famílias vampiricas mais poderosas esta fazendo nas mãos de um humano de família de caçadores? – Perguntou Ruka, um pouco indignada.

De repente o garoto de cabelos cinza parou de tocar. Olhou para a massa de Levels Es imobilizada por ele e disse :

- Desapareçam


Então todos viraram pó.

Os jovens e os cães de conselho olharam para o garoto, chocados. Então Ichiru respondeu a pergunta de Ruka:

- Shizuka-sama me deu a flauta...nao só como uma lembrança, mas também como um instrumento de sua vingança. Aquele que ela odiou e que acabou com sua vida sucumbirá.

- Obrigado – Disse Aidou, que logo se virou para os poucos inimigos restantes, os cães do conselho- Agora será bem melhor...

Não demorou muito para que os jovens ali acabassem com os Levels Cs. Estavam todos muito cansados. Muitos se sentaram em pedras próximas, outros em ruínas. Conseguiram cumprir seu dever, mas o inimigo principal ainda continuava vivo, e a ansiedade os consumia.

Ichiru tocava a flauta, aliviando um pouco o clima de tensão.

- Que...- Disse o garoto ruivo sentado em uma fonte -...saco...

- É...depois de uma luta sempre vem a parte do tédio...- disse Rima, sentada ao lado dele – Quer Pocky? – ofereceu ao garoto, que logo aceitou..- hum...

- Como estão comendo pocky em uma hora dessas?! – Exclamou Aidou, estressado.- Não sabemos onde esta kaname-sama e o inimigo principal, ainda não ganhamos a batalha!

- Kaname...- Disse Ruka, pensativa. Nem notou que se esquecera do “sama”


_____________________________


- O QUE VOCE FEZ COM OS DOIS??? – Disse com fúria a garota que acabara de chegar ao ver a situação de seu irmão e de seu amor – NÃO DEIXAREI NINGUEM MAIS SE SACRIFICAR POR MIM!! – Então saca sua Ártemis, que, com muitos raios, luzes e muita vibração, se transforma em uma foice. A garota ergue sua mais nova e poderosa arma. – É a mim que você quer??? É comigo que você vai lutar!


- Ora, ora se não é a princesa! – Disse Rido, deixando zero sem forças no pé da árvore, tirando a atenção sobre o garoto e a colocando sobre Yuuki – Tão forte, tão corajosa... Quem é que era assim mesmo? – Indagou-se, fingindo tentar se lembrar, mesmo estando com a resposta na ponta da língua – Ah! Se não era a minha amada Juuri!

Então instantaneamente lança milhares de chicotes de sangue ao redor da garota, que logo prenderam seus braços, pernas, sua cabeça, estava completamente imóvel, sem movimentos.

-Ah! Seu covarde! Atacando de surpresa!

- E quem disse que aqui tínhamos regras? - Disse Rido, se aproximando- Não precisamos lutar, Juuri...Meu império vai nascer...Que tal ser a imperatriz do novo mundo? Certamente você não merecia isso, depois de me trair e criar aquelas duas criaturas impuras...- Então Rido segura sua cabeça, sem notar que estava falando ali com uma das “criaturas impuras” – Mas eu ainda a amo, então posso perdoa-la, contanto que case comigo.

- Seu retardado!! Eu não sou a minha mãe! – Gritou Yuuki – Nem nunca me casaria com alguém tão podre como você! Eu e Kaname não somos impuros! Você é!

Então Rido da-lhe um tapa na cara.

- Sua fedelha! Se não consegue reconhecer minha maravilhosa oferta então irá para o inferno, assim como todos que se oporem a mim! – Então se aproxima do pescoço da garota – Realmente, você não é a minha amada Juuri, é a sua filha bastarda, filha do meu odiável irmão e inimigo. – Então abre sua boca, suas presas já afiadas, prontas para o abate – Então vou pegar a única coisa de valor que você tem, seu puro sangue.

_______________________
- Takuma! Se comporte! – Ichiou procurava um meio de disfarçar aquela situação. – Você será o representante do clan Ichijou no futuro, é muito jovem para fazer decisões sozinho, no futuro vai me agradecer por...

- Já aturei suas ordens por muito tempo... Já fiz muito do que me mandou... mas uma coisa não aceitarei mais... – Então empunhou sua espada, olhou sério nos olhos de seu avô – Eu nunca, NUNCA vou trair Kaname-sama de novo!!!

Os dois Ichijous notaram a saída de Rido de cena.
Agora é um assunto entre nós dois

-Você ainda não entendeu, Takuma... Esses sangue-puros...sao uns monstros...Nada podemos fazer contra eles, nos manipulam, toda a sociedade vampirica, a única maneira de acabar com eles é fazendo-os destruírem-se mutualmente...

- Realmente, não to entendendo nada do que você ta falando – Disse Takuma, desconfiado...Seu avo não estava agora mesmo defendendo Rido?

-Ora, ora meu neto...tudo isso não passou de um grande jogo de xadrez! Por eras nós estávamos subordinados aos sangue puros e sua monarquia! Eu cresci nessa época, meu pai, seu bisavô, era de confiança do rei, mal sabia este que se tornaria o último rei Kuran...

- O que? Mas não foi o próprio rei que acabou com a monarquia?

- Por influencia do meu pai. – Asato ignorou a cara de choque de Takuma –Existiam sombras do poder autoritário de seus antepassados, o que o último rei Kuran queria destruir, já que era um pacifista e a favor do convívio com os humanos. Meu pai o convenceu de que a única maneira de realmente haver o pacifismo era acabar com a monarquia. E foi assim que depois de muita reflexão, o rei abdicou ao poder e criou o Conselho dos Anciões.

- O que acabou por criar um mecanismo de controle social ainda mais corrupto! – Replicou Takuma – Já se passaram anos e anos desde aquilo e o pacifismo ainda não ocorreu, é impressão minha, ou estamos no meio de uma guerra? – Ironizou.

- Calma, Takuma, acontece que os sangue puros não aceitariam ser controlados por vampiros de uma classe mais baixa, mesmo sendo esta de nobres. Eles são verdadeiros monstros, sua sede por poder é infindável, a única maneira de haver equilíbrio é acabar com todos eles, e como não podemos fazer isso deixamos eles se destruírem um ao outro.

- Não acredito, você me faz rir! Ate parece que você esta preocupado com o equilíbrio ou o pacifismo! Você reclama dos sangue puros mas é igual a eles! Você quer é poder!

- huhu O que estou preste a conseguir...Depois que o rei criou o conselho, meu pai virou o seu representante, papel que foi logo passado a mim com sua morte. Sempre soube da fragilidade do conselho com a existência dos três filhos do rei. Sempre os observei de perto os três. Percebi o ciúme do mais velho com o casamento dos dois mais novos. E usei isso contra eles. Por minha ajuda, Rido-sama descobriu o esconderijo de Juuri-sama e Haruka-sama, eram menos dois kurans na lista. O que saiu fora do meu controle foi o pivete dos Kurans conseguir quase acabar com Rido-sama. Virei o tutor dele, fiz de sua infância um inferno, o meu objetivo foi conseguir seu sangue, mas por mais que deixava sua vida difícil ele se recusava a entregar, mesmo que eu pudesse tomar a força você sabe o quanto era um tabu tomar à força um sangue de sangue puro. Mas agora que Rido-sama retornou pretendo fazer dessa guerra um fim para os dois. Os dois se destruirão e o conselho finalmente estará livre das garras dos kurans, acabando com essa dinastia, nada será mais forte que a família Ichijou, e controlalei o conselho, controlando assim o mundo vampirico! E é aí que você entra, Takuma, como meu herdeiro. Entende agora a importância de sua participação na luta? Depois disso tudo ainda recusa ficar ao meu lado?

A cabeça de Takuma parecia estar girando. Era muita informação, mas de repente tudo parecia fazer sentido. Como essa obsessão do seu avo em apoiar o Rido, como o fato de ter sido encarregado de trazer Rido, ainda no corpo de Shiki, para o colégio, como a misteriosa morte dos sangue puros Haruka e Juuri tida como suicídio, como o fato de Kaname ter morado logo na sua casa quando virou órfão. Lembrou-se de como abalado estivera o garoto depois da morte de seus pais. Ainda era uma criança, mas tinha a responsabilidade do mundo em suas costas. Lembrou-se de como seu avo pressionava a vida dele (nunca suspeitou que ele queria seu sangue), e de o quão forte ele tinha que aparentar ser para poder sobreviver naquele ninho de monstros que era a sua própria casa. Mas mesmo assim ainda conseguia ser gentil com Takuma, mesmo sendo ele o neto daquele que o torturava. Kaname fora seu amigo de infância, quase como um irmão. Ele era sim, um sangue puro, mas não era obcecado por poder nem maligno, como seu avo descreveu os sangue puros. Não o deixaria morrer por causa de motivos políticos de seu avo, muito menos aceitaria herdar o que seu avo ganhou de uma maneira sangrenta. Não, não o trairia.

-Sim, eu recuso. Vai ter que arranjar outro herdeiro!! – Então empunhou sua espada.

- Se é assim, você não é mais o meu neto, pena que não vai poder me ver governando esse mundo, prepare-se para morrer!

Ichijou rapidamente investe sua espada contra Takuma, que desvia pela esquerda, avançando com a sua contra Asato, que a impediu com a sua espada. As espadas se atacavam, se defendiam, se bloqueavam, eram excelentes naquilo, a luta estava acirrada.

Ficaram horas naquilo. Percorriam o cemitério inteiro naquela infindável luta de espadas, os dois eram muito rápidos, muito fortes.

Espadas cortavam um ao outro aos poucos. Já estavam com varias cicatrizes. Mas nenhum desistia.

Takuma então pisou em falso. Tropeçou em uma tumba, e Asato, aproveitando os segundos de distração, derrubou Takuma de uma vez, apontando a espada sobre o seu pescoço.

- Você já e..- Takuma instantaneamente corta a mao de Asato que segurava a espada, se levanta, derruba-o, a aponta a espada para o seu coração.

-Adeus, meu avô. – E investe contra seu peito.

_____________________________

- Sua fedelha! Se não consegue reconhecer minha maravilhosa oferta então irá para o inferno, assim como todos que se oporem a mim! – Então se aproxima do pescoço da garota – Realmente, você não é a minha amada Juuri, é a sua filha bastarda, filha do meu odiável irmão e inimigo. – Então abre sua boca, suas presas já afiadas, prontas para o abate – Então vou pegar a única coisa de valor que você tem, seu puro sangue.

Já ia-lhe perfurando com as presas, quando sentiu um metal na sua cabeça.

- O que pensa que está fazendo? – Disse o caçador, segurando uma arma, apontada para a sua cabeça.

Droga! Esquecera-se do garoto! Distraíra-se quando a princesa chegou. E agora foi pego de surpresa. Estava desarmado. Não tinha mais para onde ir, pelo menos faria a única que desejava naquela hora.

Penetrou-lhe lentamente no pescoço, sentindo aquele doce mel, aquele sangue consistente, não era dela, mas lembrava muito.

Zero sentiu uma onda de raiva! Como ousara?

Atirou.

- O sangue dela é meu. – Disse, friamente.

Rido, afastou do pescoço, saboreando as ultimas gotas do sangue. Então, acabou..? Riu-se, e sussurrou para Yuuki:

- Espero que me perdoe, Juuri...A única coisa que fiz na vida foi amá-la.

E evaporou.
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